Qual é a relação entre alimentos e emoções?

Qual é a relação entre alimentos e emoções?

Da mesma forma que um cheiro pode marcar a nossa memória para momentos bons e ruins, os alimentos também podem. Na verdade, nós temos uma relação bastante íntima com a comida. A nossa relação entre alimentos e emoções começa desde o nascimento com o leite materno.

E ainda podemos citar diversos outros exemplos. Quando a família se reúne ao redor da mesa em um almoço de domingo, a comida faz parte daquele momento que traz boas emoções, o mesmo acontece quando você sai com alguns amigos para comer uma bela pizza ou quando comemoramos uma data. Em todos esses momentos, a comida está presente.

Mas por que relacionamos os nossos momentos, especialmente os bons momentos, com a comida? Como funciona essa relação? É exatamente a essas perguntas que responderemos agora!

Como o cérebro funciona quando o assunto é alimentação?

Já se sabe que o córtex gustativo e olfativo tem uma ligação com o centro das emoções, ou seja, o lobo frontal. Além de ativar as nossas emoções, a alimentação também está diretamente relacionada com o nosso bom ou mau humor. Por exemplo, você deve conhecer alguém que fica mal humorado quando está com fome.

Um estudo, por exemplo, já comprovou que a alimentação tem uma conexão maior com a mente de pessoas obesas ou daquelas que fazem dieta, em comparação às pessoas magras ou que não fazem dieta. É justamente por conta dessa íntima relação entre o nosso cérebro e as emoções que os transtornos alimentares podem se desenvolver.

O que significa mood food?

Já ouvimos falar de fast food, mas mood food? Bom, vamos explicar. Também conhecido como “alimentos do humor”, o mood food é mais como um comportamento. Por causa do estilo de vida agitado e de problemas psicológicos que afetam milhares de pessoas, muitas delas acabam buscando uma compensação na alimentação.

Os alimentos podem, de fato, afetar o seu humor, mas o seu humor também tem influência sobre a escolha dos alimentos. Por exemplo, quando você está se sentindo bem, dificilmente escolherá uma comida que sabe não ser saudável.

Os processos biológicos também podem influenciar. Por exemplo, quando há uma baixa na taxa de açúcar no nosso corpo, tendemos a comer mais. Algo perfeitamente normal, pois o nosso cérebro e todas as funções orgânicas precisam de uma taxa mínima de glicose no sangue.

Alguns alimentos podem, por exemplo, aumentar a síntese de certos neurotransmissores como a serotonina e a dopamina, também conhecidos como hormônios da felicidade.

Como a relação entre alimentos e emoções pode ajudar?

Podemos aproveitar essa íntima relação entre alimentos e emoções para melhorar o nosso bom humor e nos sentirmos mais dispostos no dia a dia. São alimentos ricos em diversos nutrientes que podem nos ajudar. Vamos agora citar alguns deles:

 

  • alimentos antioxidantes: eles são excelentes para todas as nossas células, especialmente para o cérebro. Ela retarda o envelhecimento e reduz a inflamação;
  • chocolate: comer cerca de 10 gramas por dia ajuda a reduzir a perda de memória que ocorre com o avançar da idade;
  • espinafre: o declínio cognitivo que ocorre com o avançar da idade pode ser freado pelo consumo de espinafre por possuir substâncias como folato, vitamina K e vitamina E.

 

Está bem claro que a relação entre alimentos e emoções é bem mais íntima do que imaginávamos. Se você anda comendo de maneira errada como uma forma de compensação, pode valer a pena uma mudança de hábitos de uma maneira geral. Caso seja necessário visite também um psiquiatra e o psicoterapeuta.

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